Para Natinha, a brincadeira virou atividade física aos 10 anos: Foi no APROV GUARULHOS que o voleibol se tornou estilo de vida

Tão espontâneo quanto uma criança que escolhe a brincadeira preferida… Foi assim, de maneira despretensiosa, que o esporte surgiu na vida de Natália Pereira de Araújo Lima. Aos sete anos de idade, a menina, de nome pomposo e apelido simples, conheceu o vôlei e não o largou mais.

Para Natinha, a brincadeira virou atividade física aos 10 anos, quando entrou numa escolinha da modalidade, na cidade de Guarulhos (SP). Foi no APROV GUARULHOS que o voleibol deixou de ser Educação Física e foi adotado, definitivamente, como estilo de vida. Nas divisões de base, a menina já mostrava o talento que a consagrou na Superliga Feminina. Ela lembra com nostalgia de tudo o que aprendeu no projeto e da importância que os professores e treinadores tiveram na sua formação como atleta. Sempre incentivada pela família, Natinha foi desenvolvendo a qualidade do seu jogo, que mais tarde viraria marca registrada.

Uma gigante de 1,65m! A líbero prova a cada partida que tamanho não é documento. Principalmente, na posição em que atua. Em quadra, ela consegue desfilar a técnica, que foi lapidada em mais de 15 anos de muito empenho. A técnica, aliás, é a principal característica da jogadora que frequenta as seleções brasileiras desde a base. Um orgulho para Natinha, que sempre cita a primeira convocação para a Seleção Brasileira adulta como um momento marcante da sua trajetória.

Desde o começo, quando era levada pelo tio para jogar na escolinha, em Guarulhos; até hoje, Natinha acredita que a prática esportiva, e a disciplina que ela exige, a transformaram numa pessoa melhor. Aos 23 anos, fã declarada da bicampeã olímpica, Fabi; e da campeã panamericana, Camila Brait, a líbero busca inspiração nas duas para sempre se aperfeiçoar.

Apesar de jovem, já é uma atleta bastante experiente, com passagens por grandes times do país. Depois dos primeiros passos no Guarulhos, vieram o Bradesco, o Sesi (onde atuou pela primeira vez numa Superliga), o Barueri, até chegar ao Sesc/RJ.

Apesar da rotina de treinamentos, que exige muita dedicação, Natinha guarda sempre um tempinho para o lazer. A literatura e a música estão sempre presentes na sua vida. Vendo filmes, que são outro passatempo, ela se entusiasma com produções ligadas ao esporte; como Creed 2, que conta a história de superação de um boxeador. Segundo ela, uma dica imperdível!

Enquanto constrói uma carreira brilhante dentro das quadras, fora delas, Natinha agradece aos familiares pelo respaldo que tem. Para ela, a estrutura familiar é fundamental para se ter sucesso em qualquer atividade. O marido que a aconselha e incentiva também merece todos os créditos pelo bons momentos, dentro e fora do ambiente de trabalho.

Com simplicidade e sempre ligada às raízes, Natinha, hoje, é madrinha do mesmo projeto APROV GUARULHOS, que a lançou. Otimista, ela acredita no fomento e no talento da nova geração, que está por vir. Meninas e meninos que vão contribuir para manter a qualidade e a evolução do vôlei brasileiro.

Uma frase do escritor britânico Oscar Wilde garante que a “a vida imita a arte”. Se depender de Natinha, é um bom sinal!