AprovGuaru, onde tudo começou: conheça a história de Ariane Helena, atual oposta do Brasília Vôlei

Ari começou a jogar vôlei por acaso na escola onde estudava enquanto acompanhava algumas amigas nos treinos. Edson, que depois se tornou seu treinador, fez o convite para a jovem se juntar à equipe, empolgada, não hesitou. Nos treinos, se destacava pela altura, ela conta que o seu treinador enxergou o potencial que nem ela mesmo imaginava que tinha. Então, com a ajuda de seu técnico e muita dedicação, conseguiu a tão sonhada vaga no time de Guarulhos. Foi lá que a Mutante conheceu Gigio e Marcos. “Foram as pessoas que trabalharam comigo, que me lapidaram, me formaram como atleta”, contou.

Apesar de amar as quadras, ficou um tempo afastada, mas graças a insistência de seus treinadores, voltou a praticar, e por isso, a atual jogadora do Brasília Vôlei tem um carinho muito especial pela Guaru. “Eu treinei com o Gigio, com o Marcos. A Regina foi minha técnica por algum tempo, mas a minha base no voleibol começou na Aprov, onde aprendi os fundamentos e que precisava buscar o melhor todos os dias, buscar melhorar como atleta e como pessoa. A Guaru, para mim, é tudo. É o meu início, é a minha casa, onde eu vou lembrar sempre, onde tenho um carinho enorme e não consigo me desligar. E, poder saber que a minha história inspira e incentiva muitas outras crianças e outros atletas, para mim, é gratificante”.

Quando questionada sobre a importância da família em suas escolhas, explicou que é muito importante contar com a opinião de pessoas que fizeram parte da sua trajetória antes de tomar qualquer decisão. “Minha mãe sempre me apoiou em qualquer decisão. Quando eu quis começar a jogar vôlei, ela foi a primeira a me incentivar”, conta a jovem, que fica muito empolgada ao falar do apoio que recebeu de sua mãe durante sua formação como jogadora profissional. Mesmo com todos os desafios, a jovem acredita ser essencial ouvir outras opiniões sobre determinado assunto, pois considera as experiências pessoais dentro da quadra.

Além de destacar a importância das categorias de base para formação do atleta de alto rendimento, também falou sobre determinação no esporte. “O voleibol é muito mais do que saber dar uma manchete, um toque ou atacar. Para mim, o voleibol é estudo, estratégia, é técnico, é tático. É saber o ponto fraco do adversário para saber trabalhar em cima disso. É você colocar sua melhor qualidade em cima do ponto fraco do seu adversário. Isso não é desmerecer ninguém. Isso para mim voleibol.”, afirmou a atleta que acredita que para conseguir “trabalhar” naquilo que você gosta, é fundamental se aprofundar em informações sobre a história do esporte e suas estratégias. “Quando você faz aquilo que gosta, aquilo que ama, deixa de ser um trabalho, deixa de ser um peso. É uma coisa que você faz por prazer, por amor. É um amor que eu carrego, uma paixão que eu vou levar para sempre”.

Depois dos dois últimos anos na base no Bradesco, Ari começou sua jornada como atleta profissional de vôlei e passou por diversos clubes, como Araraquara onde conquistou a Superliga B, passou pelo Curitiba onde foi vice-campeã da Superliga B, jogou pelo Bauru, Balneário e atualmente joga pelo Brasília, onde fez sua última temporada e diz representar com muito orgulho e dedicação. Nesta última temporada, o time se classificou em primeiro lugar, estavam na reta final do campeonato, nas quartas, mas devido à pandemia, precisou ser pausado, mas como terminaram em primeiro, conquistaram a vaga para competir a Superliga na próxima temporada. Ari diz estar muito feliz com a conquista, por ter levado o Brasília de volta ao voleibol de elite e agradeceu a Aprov Guarulhos, que foi onde tudo começou, além de toda a sua equipe.

A atleta brasileira se considera uma atacante de força, mas acredita que as habilidades fazem muita diferença nos momentos decisivos, por isso, perguntamos quem ganharia em uma briga entre força e técnica. “Eu acho que precisa ter um conjunto. Você precisa ter uma técnica muito boa, e uma força muito boa. Não adiante ser apenas forte e não adianta ser só na técnica, acredito que um complementa o outro, é uma junção, precisamos de ambos para a prática do vôlei”, afirmou. Ari também revelou um método curioso de concentração para manter o foco especialmente para nossos alunos, ela disse que costuma jogar e treinar com chiclete, e que isso ajuda muito manter o seu foco.

Quando se trata de gigantes do voleibol, a jovem se inspira na jogadora da seleção brasileira, Tandara. “Eu me vejo muito nela, eu me inspiro muito em seu jogo. Ela é uma inspiração para mim dentro de quadra, no feminino. No masculino é o Wallace”, afirmou. Sobre músicas, revelou que tem o costume de escutar a canção Clareou do sambista Diogo Nogueira e músicas do grupo Revelação antes dos jogos.  Ari contou que ama assistir séries, e revelou que até nas férias joga vôlei.

Sobre as expectativas para o futuro da modalidade no Brasil, a jovem deseja que o voleibol continue crescendo e ganhando espaço no cenário brasileiro e mundial, que seja um esporte reconhecido, que as pessoas falem que o voleibol é o esporte que é a marca do Brasil. Que o voleibol continue revelando atletas e trazendo futuros atletas, trazendo alegria e enchendo os ginásios depois que essa pandemia passar.

E por fim, pediu para que todos fiquem em casa e cuidem dos seus familiares porque acredita que tudo vai passar em breve.